Notas

Olha só isso, do site da Folha: “O novo diretor-geral da agência da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, disse que o preço dos alimentos continuarão altos.” O sujeito é singular “o preço dos alimentos”, porque o núcleo do sintagma nominal é ‘preço’, porque o verbo então está no plural? Diz o Bechara: “quando o sujeito simples é constituído de nome ou pronome que se aplica a uma coleção ou grupo, pode o verbo ir ao plural.” (grifo meu) Daí ele exemplifica casos como “o povo trabalham” e “a gente vamos” que são rejeitadas pelo critério estético, já que não soam bem aos ouvidos dele. Logo, podemos concluir, que linguisticamente, não há diferença alguma entre o tipo de concordância que ocorre com “a gente vamos” e “O preço dos alimentos continuarão altos.” ou “Um milhão de pessoas protestaram.” Dá pra argumentar que o sujeito não é exatamente simples, tem o núcleo “preço” mais um sintagma preposicionado “dos alimentos”, que deve funcionar como locução adjetiva, o que quer dizer que provavelmente o título da matéria seria condenado por um gramático normativo.

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Em entrevista ao Jornal Rascunho, do mês de junho, João Ubaldo Ribeiro disse o seguinte: “É verdade que a ignorância tem contribuído para que a nossa língua se empobreça. Mas a nossa língua não é ruim, nossa literatura não é ruim, não não somos ruins. Nós temos um autodesprezo muito disseminado.” (grifos meus). Pois é, né… bota autodesprezo nisso, não sei como se empobrece uma língua, já o pensamento dos seus usuários, tem muita gente pobre de pensamento por aí que tem fumos de filósofo.

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Domingão à noite, zapeando na TV, eis que encontro um programa da TV Cultura sobre vídeos virais na web e o que aconteceu com alguns dos personagens zoados nos vídeos. Daí simultaneamente, no Faustão, tínhamos as video-cassetadas. Daí percebi que só tem cassetada com gente se dando mal, se machucando ou com animais. Qual é a graça de ver um gordo se estatelando no chão, ou de ver uma senhora gorda se enrolando toda com instrumentos musicais? Qual é a graça de ver um cachorrinho sendo pisado por uma criança? O Faustão tira sarro dos gordos, como se ele não tivesse sido um. Educação alimentar, exercícios físicos? Pra quê, é só comprar uma cirurgia. Ultimamente muita coisa tem perdido a graça, quando você para pra pensar “por que estou rindo dessa idiotice?” o que você descobre posse ser não muito engraçado. Na verdade, fui pesquisar e descobri que o documentário que estava passando na Cultura se chama “o homem mais raivoso do mundo” (Bem Steinbauer, 2009), e é história de um homem que ficou famoso por um dos primeiros virais, do tempo do VHS ainda, e que escolheu se esconder do mundo.

Norma Culta Brasileira

A recente polêmica envolvendo os livros didáticos que supostamente ensinavam errado mostrou o profundo fosso que há entre a academia e a sociedade. O livro de Carlos Alberto Faraco, Norma Culta Brasileira: desatando alguns nós (Parábola, 2008), tenta analisar algumas questões extremamente interessantes. A principal delas é esclarecer a diferença que há entre o que ele chama de Norma Culta/comum/standard e o que chamou de Norma Curta. Bem como, tenta entender porque tem um razoável espaço de diferença entre elas. Faraco lecionou na UFPR, onde também foi reitor, e atualmente está aposentado. É autor de inúmeros livros, entre eles Oficina de Texto, com Cristóvão Tezza, e Estrangeirismos: guerras em torno da língua, coletânea de artigos de vários linguistas brasileiros sobre o projeto de lei de autoria do deputado Aldo Rebelo, que queria regular o uso de estrangeirismos no país.

O livro é dividido em quatro capítulos. O primeiro busca caracterizar as noções de ‘norma’, e como deveríamos entender esses conceitos para que algumas coisas fiquem mais claras, quando da discussão do problema. Em seguida, Faraco busca as origens da nossa norma curta, revisitando uma polêmica que envolveu José de Alencar e outros intelectuais brasileiros no século XIX. O terceiro capítulo reconta a história da gramática no ocidente e mostra como esse tipo de pensamento é vivo ainda em nosso ensino. Por fim, o quarto capítulo propõe uma pedagogia da variação linguística, não muita distanciada do trabalho que autores como Marcos Bagno e Stela Maris Bortoni-Ricardo já vêm propondo.

A primeira questão não é tão simples, embora a maestria argumentativa de Faraco torne o tema muito mais claro para o leitor. O sentido de ‘norma’ é entendido de duas formas: o que é normal e o que é normativo. Dessa forma, ele procura distinguir a norma culta/comum/standard do que vai chamar de norma curta. A primeira é o registro do uso linguístico de fato atestado pela análise da fala e da escrita dos nossos falantes/escritores cultos, isto é, indivíduos com terceiro grau e residentes em centros urbanos. A segunda é a norma como imposta pelas nossas gramáticas. O autor dá inúmeros exemplos que mostram que em grandes áreas da nossa gramática temos duas possibilidades de se realizar uma construção linguística. Tem uma mais valorizada pela tradição e outra que é utilizada livremente. O que acontece é que os defensores da norma curta frequentemente tomam para si o dever de regular a língua e condenar formas plenamente aceitáveis e correntes no uso dos falantes cultos. O que torna a língua idealizada pela norma curta algo inalcançável, dado que mesmo os usuários cultos da língua não a utilizam.

As raízes dessa posição conservadora são resgatadas do séc. XIX, quando da redação do código civil e da polêmica envolvendo José de Alencar, frequentemente criticado por gramáticos, por usar construções do português coloquial da época. Na construção do nosso ideal de nação, da nossa identidade linguística, a nossa elite voltou os olhos para os escritores portugueses, não para a língua de fato usada pelos nossos intelectuais. A partir do momento em que nosso molde de língua passa a ser a intelectualidade portuguesa, é natural que se passe a criticar Alencar, e todos aqueles que estavam incorporando na sua escrita marcas da oralidade do português usado pelos brasileiros. Tanto é assim, que ainda hoje muitas gramáticas se recusam a listar o ‘você’ como pronome pessoal, apesar dele ser usado tanto aqui quanto em Portugal.

No terceiro capítulo, o autor conta a história do pensamento gramatical ocidental, desde o nascimento das gramáticas gregas até o surgimento das gramáticas das línguas europeias. Na raiz dessas gramáticas, estava o ideal de escrita que os usuários comuns deveriam aspirar, isto é, escrever como os bons escritores de algum período áureo da nossa história literária. As línguas, dizem os gramáticos, estão marchando para a decadência, e deveríamos nos espelhar nos bons escritores do nosso período clássico para escrevermos e falarmos melhor. Homero era o ideal dos gregos, Virgílio dos romanos, Camões, Padre Antônio Vieira e os portugueses do romantismo são os nossos. Daí a busca de exemplos nos escritores. Essa busca não é ingênua, os gramáticos tendem a buscar exemplos que ilustrem a regra que procuram defender, não o uso efetivo. Assim, eles veem o que querem ver, não o que está lá. Nisso também reside uma redução grosseira: anula-se as diferenças entre o português brasileiro e o português europeu. Se na escrita essa diferença é pequena (tanto é que lemos Saramago sem problema algum), o mesmo não acontece com a fala. E outro equívoco nasce aí, não falamos como escrevemos, e nem a escrita deve ser o guia para a pronúncia. A escrita é uma convenção. Veja o caso do acento na sílaba tônica. Apenas algumas palavras recebem acento nessa sílaba (as proparoxítonas, algumas oxítonas e algumas paroxítonas, por ex.: saúde). As palavras ‘assim’ e ‘aço’ possuem o mesmo som /s/, mas são escritas de forma diferente. A crise do ensino de língua portuguesa é diagnosticada como consequência do novo contingente de alunos que a escola pública brasileira começou a receber com a democratização do acesso à educação e do processo histórico de desvalorização do trabalho docente. Se a política pública do ensino de língua portuguesa mudou ao longo do tempo, não podemos afirmar que os conteúdos tenham mudado, tampouco a forma como eles são ensinados. O currículo é praticamente o mesmo desde o início do século XX, baseado no currículo montado para o Colégio Pedro II, que abrigou como seus professores grandes nomes da nossa tradição gramatical.

O capítulo que encerra o livro propõe que a escola discuta a variação, de modo que o aluno que chega na escola falando uma variedade do português diferente da norma culta/comum/standard seja capaz de dominá-la e usá-la com proficiência nas diferentes situações de comunicação que a sociedade demanda. Se comunicar com propriedade, modernamente, não tem sido encarado apenas como estar de acordo com a norma culta, mas também estar de acordo com a situação de comunicação. O domínio da gramática e de sua metalinguagem são condições necessárias, mas não suficientes. O problema passa também pelo fato dos nossos manuais de ensino ainda não terem incorporado os avanços da descrição do português que a linguística tem proporcionado. A incorporação desses estudos ainda é bastante limitada, quando não escolhida a dedo. Basta ver as referências das gramáticas atuais, como a de Faraco, Moura e Maruxo (Gramática, Ática) ou a do Bechara (Moderna Gramática Portuguesa, Lucerna/Nova Fronteira). Se se usam referências de trabalhos de linguistas, por que uns e não outros? E por que essas referências se encontram em notas de rodapé?

O livro possui uma série de méritos, e destaco aqui os dois primeiros capítulos como contribuição fundamental. Poucos autores discutiram o problema da norma com tanta clareza e objetividade. A coletânea de artigos organizada por Bagno, Linguística da Norma (Loyola, 2003) já foi um grande passo nesse sentido. E o livro de Faraco vem engrossar esse conjunto de estudos que procura entender porque ainda é tão forte na nossa sociedade essa crença mitológica de que os falares que não estão de acordo com a norma curta são estropiados ou errados, quando mesmo os usuários cultos da língua não a seguem. A polêmica toda em torno do livro didático fortalece ainda mais os argumentos de autores como Kanavillil Rajagopalan (Por uma linguística crítica, Parábola, 2003), que defendem que a linguística se aproxime mais da sociedade. Cada vez mais percebo que escrever livros e artigos em jornais de grande circulação não parece ser mais o suficiente. A gramática, como muitos já afirmaram, está ao lado das religiões. Tem uma verdade que ela nos traz e que é incontestável, mesmo por cientistas. A sociedade não consegue perceber que grande parte das regras ali impostas são arbitrárias, e que basta consultar duas ou três fontes para perceber que podemos encontrar facilmente divergências, principalmente em relação à regência verbal.

Nesse contexto, entendo como fundamental o papel do linguista na universidade. É ele quem forma professores. Assim, a educação linguística da sociedade passará necessariamente pela chancela dos professores que as universidades formam. Se queremos que a sociedade nos compreenda e respeite, precisamos formar professores que eduquem melhor a sociedade, que proporcionem uma educação do respeito linguístico e do uso efetivo das diferentes instâncias de uso da linguagem na sociedade. Ensinar a metalinguagem pode (e muitos diriam que deve) também ser tarefa básica. Se temos professores saindo dos nossos cursos de letras que não sabem a diferença entre ensinar a língua e ensinar sobre a língua, aí temos um problema que dificilmente será solucionado com livros de divulgação e artigos em defesa da diversidade.

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Na revista Piauí desse mês, n. 75, Clara Becker entrevistou Evanildo Bechara. Na página 50 ela escreve o seguinte: “Mas a disciplina que mais gostava era a matemática.”

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Sírio Possenti disse o seguinte na sua coluna do dia 09 de junho:

“Tem-se lido, nas últimas semanas, que a escola não deve ensinar lingüística, mas português (ou gramática). Ora, tanto as diversas teorias lingüísticas quanto as diversas gramáticas têm duas faces: adotam uma teoria sobre a linguagem e desenvolvem ou seguem métodos de descrição e explicação dos dados. As gramáticas não só ensinam como se deve falar e escrever, mas também ensinam (empurram goela abaixo) que há passivas sintéticas, sujeitos ocultos, objetos diretos pleonásticos, que os substantivos designam seres e os adjetivos, qualidades etc. (sem análise de dados, sem nenhum argumento convincente). A lingüística faz a mesma coisa: cada teoria tem sua “filosofia” da linguagem e sua abordagem descritiva e explicativa (acho que argumenta melhor). Se se pode ensinar gramática (descritiva), por que não ensinar linguística? Para sonegar conhecimento?”

Dá até pra imaginar um contra-argumento de um gramático…

A Gramática é que é a dona da verdade

Isso é o que diz o sábio Carlos Eduardo Novaes. O texto é no mínimo engraçado e repete uma série de preconceitos que não ultrapassam um tratamento raso da questão. Dá até para usar como exercício para que calouros de Letras possam contra-argumentar.

Vou citar dois trechos do livro de Carlos Alberto Faraco (2008, Parábola) sobre o problema da norma culta:

O reconhecimento “…da diversidade contribuiu também para refinar … a percepção de que do ponto de vista exclusivamente linguístico, os diferentes modos sociais de falar e escrever a língua se equivalem: cada grupo de falantes realiza a língua por normas diferentes, mas nenhum deixa de ter suas normas.” (p. 54)

Eu não sei de onde se criou esse imaginário que afirma que os falares que não seguem a gramática normativa destroem a gramática da língua e são o caos (talvez daquela mentalidade dos séculos XVIII e XIX que afirmava que a mudança era fruto de desleixo e ignorância dos falantes). Todo falante segue algum tipo de norma ou regra, isso é um fato. Não dá para falar uma língua sem seguir alguma regra.

Ainda Faraco: “Alguém disse que, no nosso país, toda polêmica termina na gramática. Isso quer dizer que, à falta de argumentos para sustentar o debate, nosso costume é apelar para o trambique retórico, ou seja, tentar desqualificar o oponente apontando-lhe “erros” de português. Em outros termos, quando nos faltam argumentos, nosso último recurso é xingar o adversário de ignorante, ‘pois nem a língua sabe falar bem’.” (p. 65)

Interessante, não? Às vezes tenho a impressão que o Bagno está certo, o debate está sendo conduzido por não especialistas, o que só contribui para a desinformação.  A revista Isto É publicou matéria no dia 25/05/2011 entitulada “O assassinato da língua portuguesa“. O artigo tenta desqualificar Bagno, dizendo: “Bagno afirma que a linguagem reproduz desigualdades sociais – como se isso fosse uma descoberta assombrosa.” Claro que a descoberta não é dele, isso sempre foi um fato, não uma descoberta. Cristóvão Tezza é colocado como a voz dissonante entre os “especialistas” que criticam o livro, são eles: Cristóvão Buarque, Nélida Piñon, Fernando Morais, Ana Maria Machado e Marcos Villaça. Talvez o MEC devesse convidá-los para fazer parte da comissão que avalia os livros didáticos, já que eles parecem entender mais de ensino de língua do que o Tezza e tantos outros defensores do livro, que são tidos como minoria. Só pra constar tem um quadrinho ao lado na reportagem “As trapalhadas de Haddad”: novamente estão politizando uma questão que não é política. É política em um sentido, mas não é político-partidária. Para a reportagem, o método do livro causa estragos à aprendizagem, já que manteria os alunos na mesmice e não ensinaria o português culto. Será que eles estão certos? Eu queria saber como jornalista aprende a escrever nos cursos de jornalismo pelo país afora, será que é em aulas de gramática tradicional, aprendendo regência e concordância, colocação pronominal, ortografia, uso do acento grave, etc. ou em oficinas de produção escrita? Fica a pergunta…

O senador Cristóvam Buarque, estranhamente tem defendido posições conservadoras em relação à questão. O argumento para a valorização da língua que a criança traz de casa não é o argumento do preconceito. É a simples constatação: falamos de uma forma e escrevemos de outra; há um português popular e outro dito culto (embora a passagem de um a outro seja gradual e não dicotômica). Há preconceito também, mas não é esse apenas o ponto. A escola sempre ignorou a fala e sempre tratou a fala e a escrita como coisas iguais. Não são, repito. Há muito tempo linguistas defendem que se discuta a oralidade em sala de aula. Luiz Antonio Marcuschi (Da Fala para a escrita) e Ataliba Teixeira de Castilho (A língua falada no ensino de português) são apenas dois exemplos.

Eu fico por aqui. Recomendo dois sites:

Stella Maris Bortoni-Ricardo , professora na UnB, tem reunido alguns textos interessantes no seu site.

– O colega e amigo Rodrigo Gonçalves, professor na UFPR, também reuniu alguns textos no seu site.

Em tempo: Marcos Bagno e Evanildo Bechara foram entrevistados pela Folha Dirigida. Achei engraçado que o Bagno criticou a ABL e chamou o Bechara de conservador. A folha perguntou ao Bechara como ele se defende disso, e ele disse simplesmente que o que o Bagno defende em seus livros são ideias antigas no estudo da linguagem. Quer dizer, o seu argumento é desqualificar o atacante, não o ataque. Modestamente há opiniões bem contestáveis em tudo que o Bechara fala. Me estranha também que a entrevista que o Bechara concedeu seja bem maior que a do Bagno. O que também é estranho é ninguém falar de outros linguistas que defendem propostas similares às do prof. Bagno, e não são poucos. Daí fica parecendo que ele é um exército de um homem só.

Um trecho da entrevista do Bechara:

“O senhor conhece a proposta de reconhecimento de um “português brasileiro”, defendida pelo professor Marcos Bagno? A argumentação do professor da UnB procede? Por quê?

Monteiro Lobato dizia: “Assim como o português nasceu dos erros do Latim, o ‘brasileiro’ nascerá dos erros do português”. Ora, é degradante para um país nascer da miséria de outro. Certa vez, no Colégio Pedro II, o professor Hermes Parente Fortes escreveu uma tese para ingresso na instituição defendendo a existência de um “português brasileiro”. E o professor Oiticica (José Oiticica), catedrático de língua portuguesa, o examinou. O professor Oiticica disse a Hermes Parente Fortes: “eu vou passar a acreditar nessa tal de ‘língua brasileira’ quando o senhor traduzir para ‘brasileiro’ a oração do Pai Nosso. A característica de uma língua é a sua traduzibilidade. Se mudamos uma palavra por outra, isso não é tradução. O Espanhol é muito parecido com o Português.”

Ele sabe que a definição de ‘língua’ é mais política que linguística, não? Espero que sim, mas não é o que ele diz. Se a referência dele em mudança linguística é o Monteiro Lobato…Fica aí uma traduçãozinha do Pai nosso para o português brasileiro:

“Pai da gente que tá no céu, santificado seje o teu nome, venha até a gente o teu reino, seje feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá pra gente hoje, perdoa a gente pelas nossas ofensas, assim como a gente perdoa quem ofende a gente, não deixa a gente cair em tentação e livra a gente do mal. Amém.”