Ando lendo

João do Rio (A alma encantadora das ruas, Companhia das Letras, 2008) entendia das coisas.

” A obscuridade da gramática e da lei! Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam.” (p. 29)

“A rua é a transformadora das línguas. Os Cândido de Figueiredo do universo estafam-se em juntar regrinhas para enclausurar expressões; os prosadores bradam contra os Cândido. A rua continua, matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros.” (p. 29)

* * *

Lobo Antunes (via E. Vila-Matas, O mal de Montano, Cosac Naif, 2005) sobre escrever:

“…é como se drogar, começa-se por puro prazer, e acaba-se organizando a vida como os drogados, em torno do vício. E esta é a minha vida. Até quando sofro o vivo como um desdobramento: o homem está sofrendo, e o escritor está pensando em como aproveitar este sofrimento para seu trabalho”. (p. 199)

Estou bêbado desse livro.

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