Um trechinho de Raízes do Brasil

Está no capítulo que trata do ‘homem cordial’.

“No domínio da linguística, para citar um exemplo, esse modo de ser [ele falava sobre essa necessidade do brasileiro de ficar íntimo dos outros] parece refletir-se em nosso pendor acentuado para o emprego dos diminutivos. A terminação “inho”, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los ao coração. Sabemos como é freqüente , entre portugueses, o zombarem de certos abusos desse nosso apego aos diminutivos, abusos tão ridículos para eles quanto o é para nós, muitas vezes, a pieguice lusitana, lacrimosa e amarga. Um estudo atento das nossas formas sintáxicas traria, sem dúvida, revelações preciosas a esse respeito.” (Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, Companhia das Letras, p. 148)

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