Democratizando a mídia

Sei que o manual de esquerdista me diz que é uma coisa boa a aprovação de lei de meios na Argentina. O medo da imprensa brasileira é que isso contagie a opinião pública aqui. Olhando de longe, e lendo algumas coisas, a única coisa que eu consigo enxergar é o governo tentando diminuir o poder econômico e político de um grupo de comunicação. Além disso, quero dizer que é no mínimo uma baita canalhice insinuar que a lei só foi aprovada porque os ministros do supremo foram indicados pelo presidente, como fizeram aqui no Brasil para falar da aprovação dos embargos infringentes. Não há discussão jurídica, há apenas a insinuação maldosa de que o judiciário é serviçal do executivo.

No Brasil, não me convenço da necessidade de “democratizar” a mídia (que mídia? impressa, digital, rádio, televisão?). Primeiro, sempre que leio comentários do tipo “cadê a lei de meios no Brasil” eles estão embaixo de notícias que desagradam a esquerda. Ou seja, é como se a democratização fosse uma estratégia para silenciar as vozes conservadoras. Segundo, 11 famílias (e uma igreja) dominam a comunicação brasileira. Eu queria entender porque isso é ruim. No caso da televisão, por exemplo, como democratizá-la? O sujeito já possui em geral 6 canais, por que ele irá assistir o canal estatal e não o SBT, a Record, a Band ou a Globo? Pelo jeito, a solução parece ser silenciar os outros.

 

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4 comentários sobre “Democratizando a mídia

  1. Bom pensamento, mas ao citar o caso brasileiro dos recursos infringentes discordo, obviamente de maneira conceitual e não jurídico, pois não sou jurista, na minha opinião o STF é a última instância jurídica no Brasil, ai eles vão rever o que já decidiram? me parece insensato, e se eles chegarem a conclusão que erraram no julgamento e reduzirem ou aumentarem a a pena qual decisão foi justa, o primeira ou a segunda? e uma frase que li e concordo plenamente: “justiça que tarda falha.” Um abraço amigo, sempre ler suas reflexões.

    1. Foi só uma comparação, porque vi a imprensa usando o mesmo argumento, no caso do mensalão aqui, e no caso da lei de meios na Argentina, insinuando que os embargos infringentes foram aprovados e a lei de meios também porque os juízes foram indicados políticos. Quer dizer que os juízes que votam contra estão lá pra quê, só pra fazer figura? Isso seria dizer que o Joaquim Barbosa é o que então?

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