Esquerda e direita

Política é aquele tipo de tema que mesmo aqueles que não gostam têm uma opinião sobre. Demorei para escrever por uma série de razões, mas a principal é que estou estudando para um concurso. Mas não resisti hoje e resolvi falar sobre isso, já que as eleições são no domingo. Há duas coisas que eu gostaria de falar: as noções de ‘esquerda’ e ‘direita’ e o papel da mídia no debate.

Apesar do que alguns dizem, depois da queda do muro de Berlim não caiu junto o comunismo e as ideologias não morreram. Cuba e China estão aí firmes e fortes. Claro, Marx não tem culpa do que fizeram com suas ideias. Mas, apesar de serem opiniões válidas, 99% dos seres pensantes acham as opiniões do Plínio de Arruda Sampaio no mínimo estranhas. Em pleno século XXI ninguém mais acredita na revolução do proletariado, afinal, todo mundo sabe que o proletariado quer virar burguesia. E todo mundo sabe que tirar a ditadura do capital para colocar no lugar a ditadura do povo também não funciona, pois tais regimes se mostraram mais opressores e cruéis do que os de direita (vide Mao e Stalin, embora não esqueçamos que as ditaduras de direita na américa latina fizeram alguns estragos sérios). Felizmente são outros tempos e acho no mínimo irresponsabilidade da mídia nacional propagar aos sete ventos que o PT está dando um golpe (via eleições, mas mesmo assim, tem um projeto maquiavélico de ‘tomar o estado de assalto’, como diria o Jabor) para se perpetuar no poder e silenciar a mídia de oposição. Creio que grande parte da militância que apóia o presidente Lula e a candidatura da Dilma discorda das últimas falas do presidente. Não que ele esteja errado (gostaria sim que o  DEM sumisse, seria um serviço à política nacional, embora a extinção de uma legenda só ocasionaria a mudança dos seus correligionários para outra legenda igualmente vazia de propostas, mas idelogicamente similar como o PSDB ou o PSC), o grave é um presidente assumir o papel de cabo eleitoral tão abertamente: nunca antes na história do país tivemos um presidente assim. Não vou criticar as críticas ao presidente: ele não lê, não estudou porque não quis, fala errado etc. Na boa, converse com qualquer cidadão médio e ele falará as mesmas coisas. Você, intelectual ou jornalista pode até não concordar com isso e dizer que ler e estudar é importante, mas você não pode fazer nada se o cara não tiver o mínimo interesse em ter um diploma universitário. Lula é um cidadão comum que chegou ao poder, apenas isso. E nós deveríamos nos orgulhar disso. Bush tinha um diploma e os americanos sãos se envergonham dele amargamente: ter um diploma não evitou que ele fizesse e dissesse coisas estúpidas. Na contabilidade das bobagens ditas e das realizações positivas, Lula ainda está no lucro.

Sinceramente, não sei de onde saiu essa lenda de que o governo quer censurar a mídia. Se a mídia é o 4° poder, duvido muito (mesmo!) que voltemos a ter censura no país. Acho que o equívoco está no pressuposto de que os meios de comunicação tenham que prestar algum tipo de serviço público. Não tem, em absoluto. Sim, o governo de alguma forma tem que regular o rádio e a televisão, embora poucos digam que as concessões de rádio e televisão no interior do país estão nas mãos dos políticos, não por acaso, de direita. Só pra finalizar esse ponto, pra quem não acha que as ideologias ainda existam é só olhar a candidatura de alguns deputados por aí: slogans vazios na prática, mas ideologicamente recheados abundam por aí: “pela família”, “para defender as tradições”. Tem até um que fica usando o fato de que alguns candidatos de esquerda são a favor do casamento gay e do aborto (em alguns casos, claro) como proposta: “eu votarei no congresso a favor da família brasileira”. Faça-me o favor, como se os abortos vão deixar de acontecer ou os homossexuais fossem parar de se relacionar porque não há uma lei que legitime a união civil deles. Os militantes de direita intelectualizados podem ser até a favor do aborto e do casamento homossexual. Só que acho que vocês estão do lado errado do espectro político, porque 98% dos seus correligionários não pensa assim, bem como pensam que o Bolsa Família, que o PSDB se orgulha de ter criado é esquema de compra de votos. Se o PSDB não tem culpa dos seus militantes dizerem essas coisas, por que a Dilma tem culpa de que alguns aloprados do PT acharem que a liberdade de imprensa tem que ser restrita?

Não cabe aqui debater quem está com a ‘verdade’, porque a verdade sempre está com quem se julga o dono dela. Aqui em União da Vitória (PR) tem um jornal cujo lema é “professa a verdade”, no mínimo rizível ou fora de propósito. O que a Globo faz está longe de ser um jornalismo sério e comprometido com a verdade ou a imparcialidade, ou vai dizer que a sabatina com os candidatos no começo da campanha foi imparcial? Ou vão me dizer que Veja e Época são imparciais? Claro, elas têm todo o direito de não o ser, ninguém contesta isso. Louvável pelo menos a atitude da Folha e do Estado de São Paulo, que se proclamaram serristas, como se a gente não soubesse. Pelo menos, e os ingênuos que ainda acreditam em imparcialidade, leremos esses jornais sabendo que puxarão a brasa para sua sardinha e repercutirão o que querem repercutir. Na boa, publicar notícias apenas de um candidato não pode ser considerado imparcialidade, muito menos atacar sistematicamente a situação com capas apocalípticas durante a campanha, ou elogiar um camarada que todos sabem que é culpado (a Veja elogiou o Roriz em uma edição qualquer aí algum tempo atrás). Novamente, o presidente se equivocou e exagerou na sua crítica, embora seja natural a sua reação, ninguém gosta de ser perseguido. Embora há várias pessoas dizendo que o PT tem um projeto anti-democrático, aqui no Paraná, quem insistentemente tem ida à justiça impugnar pesquisas é o candidato do PSDB. Embora em SP Alckim acuse o PT de ser violento, aqui na selva são os militantes de esquerda que são intimidados pelos militantes da direita, afinal por aqui a situação é PSDB: prefeito PSDB, os dois candidatos a deputado estadual são PSDB e o candidato a federal, embora do PR, apóia os candidatos do PSDB (pior pra ele, perdeu o meu voto), e em cada esquina do centro tem uma bandeira do PSDB. Por aqui as pessoas tem medo de dizer que votam no PT com medo de perder o emprego. A realidade é mais selvagem do que o escritório perfumado com Bom Ar de onde Reinaldo Azevedo e o Diogo Mainardi escrevem seus textos.

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10 comentários sobre “Esquerda e direita

  1. 1) Marx falava da necessidade “extermínio de todas as raças e povos não-revolucionários”. Hitler e Stálin agiram de acordo com essa idéia. Marx falava da necessidade de uma “ditadura do proletariado” para esmagar fisicamente todos os adversários da revolução. Cuba, China, Coréia do Norte etc aplicam isso. Falava da necessidade de destruição da família “burguesa” (pai e mãe com autoridade sobre os filhos) e coletivização das crianças. A China fez isso transferindo populações inteiras para zonas rurais e insistindo um estilo de vida coletivizado, entre outras coisas destruindo as relações familiares e tornando as crianças espiões do sistema, para denunciar os crimes dos país. 65 milhões de mortos.

Quando você fala “Marx não tem culpa do que fizeram com suas idéias”, o que isso significa? Que Marx não tem culpa de as pessoas terem dado crédito a suas idéias assassinas? Quer dizer que ele ter apregoado genocídio de classes sociais inteiras não é algo pelo qual ele deve criticado?

2) Seria muito bom que ninguém mais acreditasse na necessidade de uma ditadura do proletariado. Mas que tal falar com os membros do DCE de alguma universidade pública? Que tal falar com o líder do sindicato de funcionários da USP, que diz com todas as letras que faz greve porque quer “destruir todos os estados nacionais”? Esses mesmos ideais continuam agitando uma pequena, mas barulhenta militância, que é usada como massa de manobra para destruir a reputação dos adversários. Quantos uspianos odeiam o PSDB unicamente por ouvirem repetidamente destes grupos a afirmação de que, quando eles invadem e depredam a Reitoria e a Justiça ordena a reintegração de posse, é tudo culpa “da ditadura do PSDB e do Serra”?

    3) Você diz que uma grande parte da militância do PT discorda das falas do presidente e de Dilma. O que isso significa? Que discordar, mas não falar nada e ainda votar neles mesmo assim, é algo elogiável? Mas que discordar e criticá-los por isso é coisa de gente malvada de direita? Eu tenho o direito de discordar, desde que eu fique calado? Mais: ou você acha que a imprensa está mentindo/exagerando sobre a postura autoritária de Lula ou você acha que até a militância discorda dessa postura autoritária de Lula. São duas opções auto-excludentes. Uma anula a outra. Em qual você realmente acredita?

    4) Você diz que o governo deve sim regular de alguma forma rádios e televisão, mas depois reclama que a maioria deles está “nas mãos dos políticos de direita”. Eu também tenho críticas a isso. Primeiro, porque não são políticos “de direita”, mas políticos adesistas, que são amigos do poder qualquer que seja o governante (Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula…). E o problema é: a maioria das empresas de comunicação está nas mãos de políticos JUSTAMENTE por causa da regulação do governo sobre rádios e televisão. Se são os políticos que mandam nisso, eles vão beneficiar a si mesmos e a seus aliados e amigos. Ou não é Lula que distribui atualmente concessões de rádio e televisão para os seus “amigos de direita” Sarney, Jader Barbalho, etc?

    5) É fácil dizer que discorda de quem afirma que o PT tomou de assalto o estado brasileiro e quer “dar um golpe”. Mas é preciso dizer: por acaso há mentira nisso? O PT tem ou não tem tentado passar leis de censura à imprensa? Tem ou não tem transformado as agências reguladoras em locais para abrir toda sorte de aliados políticos sem o mínimo de competência técnica? Nós temos uma amiga comum que é filha de bancário: pergunte a ele o que o pai dele testemunhou quando o PT governou o estado dela. Pergunte a ela como eles fizeram uma cruzada contra todos os funcionários técnicos que não eram adeptos do partido e tentaram encher o banco estadual em que o pai dela trabalhava em uma filial do partido, com um monte de gente que não tinha a mínima formação técnica, mas que era afiliado ao partido.

    6) Se você não sabe “de onde saiu a lenda de que o governo quer censura a mídia”, você pode começar com o discurso petista que fez com que o que era antes chamado de “imprensa” passasse a ser chamado de “mídia”. Um discurso que critica a censura à imprensa que foi feita pelo governo militar, mas que defende um “controle social da mídia”, numa tentativa de dissociação psíquica e semântica dos termos “censura da imprensa” e “controle da mídia”. Depois você pode ver o caso do jornalista americano que Lula quis expulsar do país (“Que se dane a Constituição, eu quero ele fora!”, diz o presidente ao Ministro da Justiça) unicamente por relatar afirmações dos próprios aliados de Lula (Brizola, por exemplo) de que estavam preocupados por ele beber demais. Em que país em que reina a “ditadura do capital”, um jornalista seria expulso por isso? Depois você pode ler sobre as várias vezes em que o governo e os sindicalistas petistas da Associação de Jornalismo (que nunca pisaram numa redação de jornal) defendiam a instalação de um Conselho de Jornalismo com a função de “fiscalizar, disciplinar e punir” a atividade jornalística. Depois você pode ler sobre a CONFECON e outras conferências de comunicação em que o governo e os “movimentos sociais” (que segundo você discordam de Lula) reafirmavam a necessidade de “controle social da mídia”. Depois disso, você pode ler o PNDH-3, o Plano Nacional (Socialista) de Direitos Humanos, que queria passar por cima do Congresso Nacional e instalar, por decreto, o controle dos meios de comunicação, dando ao governo autoridade para julgar e punir a linha editorial dos jornais e revistas sempre que o Executivo achasse que eles estavam agindo contra os “interesses nacionais”, no mesmo estilo do chavismo que fechou todas as televisões não alinhadas com Chávez. Sem falar nos projetos de lei para proibir propagandas de todo o tipo de coisa nos meios de comunicação, como forma de estrangulamento econômico delas, tornando-as mais dependentes do dinheiro da propagando oficial do governo. Escolha à vontade.

  2. 7) Sobre aproveitarem o fato de que “alguns candidatos de esquerda” são a favor do aborto “em alguns casos”. Ora, “em alguns casos”, até candidatos chamados de direita são. É preciso dizer “que casos”. Em casos de risco de vida e de estupro, o aborto JÁ é permitido e regulado por lei. Aliás, já surgiu gente esculhambando o “ultra-direitista” Serra por, como ministro da Saúde, cumprir sua obrigação de assinar normas técnicas sobre a execução de aborto nestes casos. A crítica é a candidatas que defendem aborto em QUALQUER circunstância e ainda feito com dinheiro público. Ou seja, com dinheiro de quem concorda e de quem não concorda com o aborto.

    8) Quem é que está defendendo alguma maneira de obrigar os homossexuais a deixar de se relacionar? Existe muita discussão se a união civil homossexual deve ser equiparada ao conceito de “família natural”, com argumentos legais, filosóficos e religiosos contra e a favor. Isso é bem diferente de achar que se vai, por lei, impedir o comportamento homossexual. Aliás, são os aliados de Lula que exterminaram o homossexualismo de seus países, não é?

    9) Sou militante “intelectualizado” de direita (depois que abandonei o esquerdismo que me foi incucado na escola) e sou contra aborto. Por que é que quem é contra o aborto é “o lado errado”? Eu entendo a natureza dos argumentos de quem diz “tudo bem, o aborto é ruim, mas cada pessoa/mulher tem o direito de decidir”. Mas não aceito a inversão da questão. Quem defende assassinato de bebês (mesmo que seja justificado) posa de humanista e quem é contra é atrasado? O que há de tão errado e maligno em achar que um bebê humano não deve ser assassinado? E mais: em geral, são justamente as classes médias e altas (as elites, né?) que são a favor do aborto e são as classes baixas ignorantes (como a minha família) que são contra o aborto. Eu poderia fazer como você e acusá-lo de “odiar pobre” por criticar um aspecto das classes baixas?

    10) Bolsa Família sem contra-partida, sem limite de duração e sem formação profissional para quem recebe, é o quê? Ou é compra de votos ou é uma forma errada de assistencialismo. Eu sou um dos que critica. O PSDB teve pouquíssima coragem de criticar. Nesse ponto, eu concordo mais com o Lula de 2001, lembra? Aquele que dizia que o Bolsa Escola (que TINHA contra-partida) era “compra de votos” e “compra de consciências”! Ou será que só Lula tem autorização para criticar programa social com o qual ele não concorda?

    11) Dilma e Lula realmente não têm a mínima culpa se os militantes disserem coisas com as quais eles não concordam. Mas têm culpa pelo que eles mesmos dizem e incentivam a militância a dizer. Quem redigiu o PNDH-3 com proposta de censura à imprensa não foi a Casa Civil?

    12) A Folha de SP não se declarou serrista. Com todos os esquerdistas que há lá e sendo alvo contínuo da pressão do PT, que a acusa continuamente de ser “tucana”, colocando-a contra a parede, para tentar parecer “imparcial” criticando cada vez mais o PSDB, mesmo que sem motivos… ela nunca se declararia “serrista”. Ela é orgulhosa de ser “imparcial contra o PSDB”.

  3. 13) Eu acho que os jornais e revistas são IMPARCIAIS demais. Deveriam ser mais parciais. Tomar mais partido. Isso não é errado. É obrigação. Você tem partido. Você tem um blog e divulga as suas posições. Por que os jornais não podem fazer o mesmo? Só por que eles têm um público leitor maior do que você tem? Mais do que isso: você mesmo concorda que as revistas devem ser PARCIAIS. Eu não li nenhuma reclamação pelo fato de a Carta Capital ser abertamente lulista. Será que isso é errado? Eu discordo completamente das análises dessa revista, que só sobrevive graças ao dinheiro público (os leitores curiosamente preferem ler a “parcial” Veja do que a “imparcial” Carta Capital). As revistas devem ser objetivas. Mas devem ser parciais. Por exemplo, entre a democracia e não-democracia, devem ser parciais e escolher e defender a democracia. Quando ocorre uma roubalheira na Casa Civil, elas têm que ser parciais e criticar ao invés de serem imparciais e não criticar. O mito da imparcialidade é um mito que a esquerda criou para condenar todos os jornais que não são de esquerda.

    14) O que o fato de a Veja ter elogiado Roriz? Em que edição foi? O elogio foi a respeito de quê? O elogio foi embasado em alguma coisa ou foi um elogio genérico? A Veja também já fez várias matérias elogiando a condução da economia por Palocci. Estava errada no elogio? O fato de que ele se revelou um criminoso em outra área muda os fatos elogiados? Arruda, por exemplo, fez um governo tecnicamente competente, com muitos benefícios para a população, que era aprovado pela maioria do povo do DF. Dizer isso é ser “parcial”? Ser imparcial é ter liberdade para elogiar o que é certo, mas pedir a cabeça da mesma pessoa por ter roubado. (E note que o argumento dos petistas é o mesmo que poderia ser usado para defender Arruda: “a gente rouba, mas faz”)

    15) A sabatina da Globo no começo da campanha não foi imparcial? O que você quer dizer? Você viu a sabatina? Dilma teve a sabatina mais leve de todas. Até Marina teve que responder sobre o mensalão, mas Dilma não. Até Serra foi esculhambado na sabatina dele por causa do mensalão (estranho, não?), mas Dilma não. Dilma teve a sabatina mais leve, Serra a mais dura. Mas nem eu acho que isso foi de propósito. Os petistas gostam de dizer que foi algo injusto para Dilma, não porque foi algo injusto, mas porque (a) contribui para o plano contínuo de apregoar o ódio contra a Globo, pouco importa se o motivo seja verdadeiro ou falso; (b) porque eles acham que se alguém faz perguntas espinhosas para o candidato deles, então essa pessoa é do mal. Para eles, os jornalistas são obrigados é a elogiar. Pois eu discordo: jornalistas têm é que pegar pesado com todos os candidatos. Se o candidato não souber responder, não é culpa do jornalista. Se souber responder bem, também não é culpa. Não é culpa da Globo se Dilma mal soube responder à sabatina, mas Serra soube.

    16) Sobre “publicar notícias apenas de um candidato não pode ser considerado imparcialidade, muito menos atacar sistematicamente a situação com capas apocalípticas durante a campanha”. De quem você está falando? Do jornaleco petista A Hora do Povo, que faz isso sistematicamente? É a Hora do Povo que faz isso sistematicamente, gozando da cara dos inimigos do PT, com a objetividade de um programa de Zorra Total. Você está equiparando notícias críticas e OBJETIVAS a aspectos objetivos de um governo/partido com o ataque sistemático, mentiroso e sem objetividade feitos pelo jornalismo petista. Repito: é esquerda que inventa essa conversa de “imparcialidade”. As revistas devem ser objetivas: se elas atacam o governo, a pergunta que deve ser feita é: “é verdade ou mentira o que elas estão dizendo?”. O que seria ser “imparcial”? Não atacar o governo? Ficar calado diante de coisas que não se concorda? Quem sabe divulgar receitas de bolo ao invés de denúncias e “capas apocalípticas”?

    17) Sobre a proibição da divulgação das pesquisas no Paraná: existe uma lei eleitoral que disciplina a realização e divulgação de pesquisas. Pesquisas que não seguem essa lei NÃO podem ser divulgadas. Tanto é que os partidos fazem muito mais pesquisas do que as que são divulgadas. As chamadas “pesquisas para consumo interno”, cuja divulgação não é autorizada pela Justiça Eleitoral. A proibição da divulgação se baseou em argumentos técnicos. O senado Álvaro Dias, do PSDB, tem criticado muito essa proibição. E eu vivo perguntando a ele: “tudo bem, mas alguém pode comentar sobre o mérito dos argumentos técnicos que levaram a proibição?”. Nem ele nem ninguém fala sobre isso. Então, eu digo: existe uma GRANDE diferença entre questionar aspectos metodológicos de uma pesquisa, que estariam ou não estariam de acordo com a lei eleitoral, e querer que os jornais e revistas sejam sujeitos a um controle prévio do seu conteúdo. Comparar as duas coisas é muito, muito, muito exagero!

    18) Por fim, quem critica Lula por ser analfabeto, não o faz simplesmente por ser analfabeto. Mas porque ele transformou um deficiência em qualidade. Ele não estudou porque NÃO QUIS, para poder manter o mito em torno de sua personalidade. Ele não é o cara pobre que venceu e subiu na vida através de esforço, estudo e trabalho próprio. Ele venceu através da mistificação de sua própria personalidade. Até hoje, com patrimônio de mais de um milhão de reais, ele se diz pobre. Eu, com a conta bancária no vermelho, faço parte da “elite raivosa”. Quem é analfabeto POR ESCOLHA merece todas as críticas do mundo. É pior do que o cego que não quer enxergar.

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