A Mosca (David Cronenberg, 1986)

Uma madrugada insone, e eis que no supercine me deparo com essa obra-prima. Cronenberg é um daqueles, como um Lynch comportado, que gosta de brincar com o estranho, o bizarro, e com o imaginário popular. A Mosca, é o clássico clichê do cientista que vira monstro por um acidente de laboratório (o nosso medo inconsciente de que a ciência nos faça mais mal do que bem). Há muita psicanálise a ser discutida ali dentro. O experimento cria alguém que não é nem mosca nem o antigo Seth Brundle (Jeff Goldblum). Mesmo monstro, há amor e bondade dentro daquela criatura gosmenta e bizarra. O cartaz é mentiroso, porque o filme não mete medo em ninguém, mas tem sim umas cenas pra lá de divertidas. Ficamos sem saber o que acontece com o bebê. Veronica (Geena Davis) esta grávida. E numa das cenas mais sensacionais do filme ela dá à luz uma larva. O que mais apavora no filme é a transformação de Seth em mosca, e é o grande barato do filme também. Lentamente, aquele humano saudável vai se desfazendo, até a metamorfose completa.

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